sexta-feira, 1 de fevereiro de 2019

Rendimento dos ativos na última década. E atualização do patrimônio de JAN/2019





Siglas:
IFIX: índice de FII
IMA-B: índice de títulos atrelados a inflação
IRF-M: índice de títulos pré-fixados
IBOV: índice ações brasileiras
S&P 500: índice de ações americanas

Observando essa tabela vemos que a média dos rendimentos médios dos ativos na última década ficou em 10,94%.

Hoje minha carteira está alocada assim:
IFIX: 10,91%
IMA-B: 40,85%
IRF-M: 7,96%
IBOV: 14,19%
Ouro: 0%
S&P 500: 5,64%
Dolar: 5,64%

Utilizando a porcentagem de alocação desses ativos hoje na minha carteira eu consigo ter o rendimento teórico dela na última década: 11,59%. É uma carteira que bate consistentemente a média do mercado.

Mas esses números mostram apenas uma foto do momento. Ao longo do tempo a estratégia de rebalanceamento da carteira com os aportes tende a, naturalmente, fazer você comprar na baixa dos ativos, o que melhora ainda mais o rendimento. Em 2018 a média do mercado foi 9,06% enquanto minha carteira rendeu 10,24%.

Enquanto a estratégia de rebalanceamento da carteira com os aportes se mostra vencedora, o que a maioria das pessoas faz é, no lugar de ter uma carteira diversificada, tentar acertar o que vai render mais. Vou chamar essa estratégia de gira-gira, que consiste em aplicar no que rendeu mais no ano passado.

Veja que essa estratégia é muito sedutora, quase todas as noticia de finanças implicitamente oferecem essa estratégia para você. São rankings dos melhores investimentos do ano, rankings de melhores fundos, noticia em massa quando um ativo se valoriza. Tudo para levar a um comportamento de manada.

Coloque na sua cabeça duas coisas:
- O jornalista quando escreve a matéria não tem interesse que você lucre, ele quer vender jornal.
- O gerente do banco e o assessor da corretora não tem interesse que você lucre, eles querem vender produtos financeiros que vão maximizar o lucro deles.

Então, aplicando o gira-gira nos últimos 10 anos qual o resultado?
Rendimento médio anual de 6,89%, muito abaixo da média do mercado.

É uma das coisas mais destrutivas que você pode fazer com seu patrimônio sem utilizar alavancagem e derivativos. Considerando o tamanho da minha carteira adotar o gira-gira poderia levar a perdas da ordem de meio milhão em 10 anos.


Atualização de patrimônio JAN/2019:

Patrimônio = R$ 703’879,52
Aporte = R$ 11’295,80 (1,60% patrimônio)
Rentabilidade = 2,73%
Inflação = 0,042%
CDI = 0,49%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 14,87%
Inflação acumulada = 4,15%
CDI livre de IR acumulado = 6,24%
CDI + Inflação = 10,40% 







Boa caminhada rumo à IF confrades!

terça-feira, 1 de janeiro de 2019

Balanço de ganhos e gastos de 2018. E atualização do patrimônio de DEZ/2018

Salário:
Recebido liquido R$ 135’213 no ano, um aumento de 10,54% em relação ao ano passado.
Bom, pelo menos subiu mais que a inflação que foi de 3,80% em 12 meses.
Salário mensal: R$ 11’268

Juros dos investimentos:
Recebido R$ 64’979 no ano, um aumento de 23,83% em relação ao ano passado.
Muito bom, os juros aumentaram mais do que o aumento do salário, é o efeito “bola de neve” começando a aparecer.
Juros mensais: R$ 5415

Aporte:
Aportado R$ 76’723 no ano, um aumento de 20,07% em relação ao ano passado.
Muito bom, aporte e tempo vencem tudo.
Aporte mensal: R$ 6393

Gastos:
Despesas de R$ 58’490 no ano, um aumento de 0,12% em relação ao ano passado.
Acho que o motivo dos meus gastos ficarem inalterados é que eu viajei menos esse ano.
Gastos mensais: R$ 4874

Ativos:
R$ 673’865. Aumento de 16,41% em relação ao ano passado.
Meus ativos me mantêm por 11 anos e 6 meses sem trabalhar.

Economizado 57% do meu salário. Um pouco acima da meta que é 50%.

Salário mensal = 11,9 salários-mínimos.
Salário mensal = 2,8 salários DIEESE.
Salário anual compra 4,8 carros do mais barato.
Juros cobriram 111% das despesas.

Salário por hora (contando tempo de deslocamento): R$ 57,88. Como eu me mudei para próximo do trabalho fazendo essa conta com a expectativa de horas de trabalho de 2019: R$ 68,60. Um ganho de mais de 18% na minha remuneração por hora apenas por me mudar.

Contando que eu gasto umas 8 horas por mês administrando minha carteira (preenchendo planilha, decidindo no que investir e estudando). Meu ganho por hora nos investimentos foi: R$ 676,86. Daí o nome de renda passiva. Você precisa investir relativamente poucas horas para ter um bom resultado.

Atualização de patrimônio DEZ/2018:

Patrimônio = R$ 673’864,89
Aporte = R$ 3263,26 (0,48% patrimônio)
Rentabilidade = 0,47%
Inflação = 0,0025%
CDI = 0,49%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 11,81%
Inflação acumulada = 4,11%
CDI livre de IR acumulado = 5,82%
CDI + Inflação = 9,93%






Boa caminhada rumo à IF confrades!

sábado, 1 de dezembro de 2018

Estudo da rentabilidade e volatilidade da carteira depois de 1 ano. E atualização do patrimônio de NOV/2018

Minha carteira de investimentos apresentou um retorno anual de 11,46% com uma volatilidade de 6,19% e um Sharpe de 0,80. Esse retorno equivale a 176,04% do CDI do período. Você investiria num fundo administrado pelo mendigo? Eu fui melhor ou pior que gestores profissionais? Vamos comparar meus resultados com diversos fundos multimercado que estão disponíveis na minha corretora:



O que eu consigo observar nessa tabela é que minha carteira teve uma rentabilidade boa, mas apresentou uma volatilidade mais alta que a média.

Isso significa que eu sou melhor que os gestores do fundo Bahia Maraú por exemplo?
Claro que não. A questão é que um ano é pouco para avaliar fundos com essa volatilidade de 3 a 6%.
Pegando um histórico mais longo o Maraú entrega mais de 288% do CDI em 5 anos. Meu portfólio de investimentos vai apresentar resultados assim em 5 anos? Dificilmente.

Outro exemplo de como o curto prazo distorce as coisas. Veja o fundo Kondor Long Short ele entregou mais rentabilidade que o meu fundo com metade do risco. Eu deveria aplicar todo meu dinheiro nesse fundo então? Claro que não. Dois problemas. Falta de diversificação e olhando um prazo maior o Kondor entrega 140% do CDI nos últimos 7 anos. Ainda bom, mas longe da maravilha que foi nesse último ano.

Outra coisa que me pegou de surpresa foi descobrir que eu sou um investidor arrojado. Minha corretora pediu pra eu refazer o questionário de perfil e o resultado que sempre era moderado deu arrojado. Fui pesquisar mais sobre os parâmetros que definem os perfis de investidores e encontrei algo do tipo:

Investidor Conservador - Volatilidade da carteira abaixo de 1,5% - Ganho esperado 105% do CDI
Investidor Moderado - Volatilidade da carteira entre 1,5 e 3,0% - Ganho esperado 112% do CDI
Investidor Arrojado - Volatilidade da carteira acima de 3,0% - Ganho esperado 120% do CDI

Então sim, minha carteira com um risco de 6,19% me coloca num perfil arrojado.

Tem vários graus de arrojo. O ibovespa, por exemplo, apresenta uma volatilidade na casa dos 20%, assim um cara que só tem ações é 3x mais arrojado que eu. Mas será que no longo prazo ele apresenta resultados 3x melhores? Se for considerar a média do mercado não. O ibovespa perde para o CDI considerando um horizonte de 14 anos. Por isso que eu olho com desconfiança o mercado brasileiro de ações e estou apostando mais no americano.

Atualização de patrimônio NOV/2018:

Patrimônio = R$ 667’426,60
Aporte = R$ -35’362,84 (-5,30% patrimônio)
Rentabilidade = 2,73%
Inflação = 0,48%
CDI = 0,54%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 11,29%
Inflação acumulada = 4,11%
CDI livre de IR acumulado = 5,40%
CDI + Inflação = 9,51%

Primeira vez um aporte negativo na carteira. Depois de 6 anos e meio morando de aluguel comprei um imóvel. Vai aumentar minha qualidade de vida (mais próximo do trabalho) e vai possibilitar maiores aportes. Não é o imóvel dos “sonhos” por assim dizer, e sim um imóvel que eu analisei e disse “posso morar 10 anos nesse imóvel”.
 
Sacrifícios devem ser feitos para alcançar a independência financeira. Não um sacrifício extremo, deixando de viver, e sim vivendo um pouco abaixo do padrão hoje, para viver mais tranquilo amanhã.



 
Boa caminhada rumo à IF confrades!

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Quanto é um bom salário? E atualização do patrimônio de OUT/2018

Tá ai uma coisa que é difícil de responder universalmente. Cada pessoa vai ter uma resposta individual. Cada pessoa teve uma trajetória de vida. Uns vão dizer que com 2 salários mínimos estão satisfeitos outros vão argumentar que com menos de 20 salários mínimos é impossível ser feliz.

Fazendo uma pesquisa com várias categorias de gastos.
Vou considerar que a pessoa não mora com os pais, não tem imóvel próprio e não tem carro.

Moradia
Alimentação
Transporte
Lazer
Viagem
Roupas
Eletrônicos
Móveis e eletrônicos

Moradia:
Aluguel + condomínio de um apartamento 2q: R$ 650
Gás +eletricidade + internet: R$ 200

Alimentação:
Ingestão de 2000 kcal/dia de arroz, feijão, carne moída, ovo e salada: R$ 320
2 idas ao restaurante por mês: R$ 100

Transporte:
02 passagens por dia: R$ 270
Táxi 1 vez por mês: R$70

Lazer:
TV 40” para trocar em 5 anos: R$ 25
Videogame para trocar em 5 anos: R$ 30
1 jogo a cada 2 meses: R$ 40
2 botecos mês: R$ 100

Viagem:
1 viagem pra praia por 7 dias por ano: R$ 105

Roupas:
4 calças, 8 camisas, 10 cuecas, 10 meias, 2 tênis, 1 sapato. Duram 2 anos: R$ 60

Eletrônicos:
Celular + plano trocar em 3 anos: R$ 70
Notebook trocar em 6 anos: R$ 45

Móveis e eletrodomésticos
Geladeira trocar em 10 anos: R$ 16
Colchão e box trocar em 10 anos: R$ 16
Mesa trocar em 10 anos: R$ 13
Sofá trocar em 10 anos: R$ 8
Guarda roupa trocar em 10 anos: R$ 6

Somando tudo: R$ 2144

Contando que você vai economizar mais 5% do salário para uma reserva de emergência: R$ 2260 líquidos. Ou um salário bruto de R$ 2550

Dá pra dizer que esse é o meu salário mínimo. Por menos que isso eu não saio de casa.
Temos como parâmetro também o salário mínimo do Dieese que está em R$ 3753, então o meu salário mínimo é 68% do salário do Dieese.

Hoje eu vivo com 133% do salário do Dieese e planejo me aposentar com uma renda entre 150% e 200% do salário do Dieese, ou seja, entre R$ 5730 e R$ 7510 mensais.

Atualização de patrimônio OUT/2018:

Patrimônio = R$ 685`081,63
Aporte = R$ 13`000,69 (1,90% patrimônio)
Rentabilidade = 4,27%
Inflação = 0,43%
CDI = 0,47%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 8,33%
Inflação acumulada = 3,63%
CDI livre de IR acumulado = 4,94%
CDI + Inflação = 8,57%

Esse mês eu tive o maior rendimento desde que eu comecei a acompanhar: 4,27%, um ganho de mais de R$ 28k em apenas um mês. Para colocar isso em perspectiva, esse dinheiro paga quase 3 anos do meu aluguel.

E de onde veio esse rendimento? A maior parte de um título do tesouro IPCA+ 2035 que eu comprei na época do impeachment da Dilma. Esse título veio se desvalorizando durante o ano com o aumento dos juros futuros e explodiu de valor com a queda dos juros futuros, decorrente da vitória do Bolsonaro.

O rendimento desse mês salvou o ano, colocando minha carteira como mais rentável que o CDI novamente e quase alcançando o CDI+inflação. Minha carteira nunca esteve abaixo da inflação, ficou acima do CDI 64% do tempo e acima do CDI+inflação 45% do tempo.





Boa caminhada rumo à IF confrades!

quarta-feira, 3 de outubro de 2018

Vale a pena comprar um imóvel e deixar o aluguel? E atualização do patrimônio de SET/2018

Vou falar de uma vez, tenho birra com imóveis. Esse desgosto com imóveis é multifatorial. Um dos fatores é que eu perdi o boom imobiliário que ocorreu entre 2007 e 2014. Quando os imóveis estavam baratos eu não tinha dinheiro e quando eu comecei a ter dinheiro o preço disparou. Paciência, fiz as contas e decidi morar de aluguel. Outro fator é o pensamento de 99% das pessoas que imóvel é um bom negócio a qualquer preço, não é.

6 anos atrás decidi pelo aluguel e considerando um aluguel médio de R$ 703 e que eu apliquei esse valor todo mês num CDB 100% do CDI descontado a IR o valor acumulado é R$ 59`400.

Esse foi o valor que eu “joguei fora” com o aluguel.

E se eu tivesse comprado um imóvel?
O imóvel que eu estava de olho em 2012 custava R$ 170k. Eu não sei qual era o meu patrimônio em 2012 o valor mais antigo que eu tenho anotado é de janeiro de 2016, R$ 244k. É razoável supor que meu patrimônio em 2013 era menor que os R$170k que custavam o imóvel.

Simulando um financiamento de 35 anos onde é dado 30% do valor do imóvel como entrada:
Entrada: R$ 51k
Financiado: 119k
Gasto com o financiamento: R$ 345k

Vou desconsiderar o custo de oportunidade do valor da entrada uma vez que eu usaria o FGTS.
A parcela inicial do financiamento seria R$ 1332 enquanto meu aluguel em 2012 era R$ 565.

Eu pagaria mais de 2 imóveis e terminaria de pagar esse financiamento em 2047 com 68 anos de idade. Tá aí o sonho (pesadelo) da casa própria.

Voltando a 2018. Meu aluguel custa R$ 840 e o imóvel (que sempre valoriza) está anunciado por R$ 140k.

O imóvel que eu estou de olho é próximo a onde eu trabalho, o que vai me economizar muitas horar de deslocamento. Como eu planejo atingir a IF em pouco mais de 10 anos é esse o prazo que eu vou usar para simular meus gastos com aluguel e imóvel.

Gastos com aluguel:

Considerando um aluguel de R$ 840 aplicado em 100% do CDI livre de IR e considerando que esse aluguel será reajustado pelo IGPM e que a variação do IGPM pelos próximos 10 anos será igual aos últimos 6 anos: R$ 191’900

Gastos com a compra do imóvel:
Hoje eu tenho R$ 100k no FGTS assim vou ignorar o custo de oportunidade dessa parcela.
Vou considerar um gasto extra de R$ 5k com a documentação da compra e a diferença entre o preço do imóvel e o FGTS, então o custo de oportunidade de R$ 45k é: R$ 76’200.

O FGTS distorce bastante em favor da compra do imóvel, apontando um ganho patrimonial de R$ 115’700 em 10 anos se eu comprar o imóvel.

O ganho por ter esperado 6 anos, isso é, não utilizado financiamento para comprar é ainda maior R$ 209’400.

“Jogar fora” o dinheiro do aluguel pode me levar a ter um ganho de R$ 1090 por mês por 16 anos.

Outra forma de pensar é considerar que eu vou passar a ter um rendimento líquido de R$ 840 (988 bruto) em uma aplicação R$ 45k isso dá um rendimento de 2,2 ao mês, com o CDI a 0,52% é equivalente a aplicar num CDB de 422% do CDI.

Esse é o tipo de ganho que você tem ao escolher ganhar juros ao invés de pagar juros.

Lógico que a história poderia ser diferente e o imóvel poderia ter se valorizado acima da inflação e custar hoje R$ 250k. Toda decisão é uma especulação acerca do futuro, as vezes você acerta, as vezes erra. Felizmente nessa eu acertei.


Atualização de patrimônio SET/2018:

Patrimônio = R$ 644’021
Aporte = R$ 501 (0,078% patrimônio)
Rentabilidade = -0,54%
Inflação = 0,06%
CDI = 0,52%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 3,90%
Inflação acumulada = 3,20%
CDI livre de IR acumulado = 4,48%
CDI + Inflação = 7,68%

Aporte bem abaixo do normal por conta do sinal que eu dei na compra do imóvel. Mês que vem a expectativa é de aporte negativo para pagar o restante do negócio.

Carteira rendendo abaixo do CDI novamente. De 10 meses eu fiquei 3 abaixo do CDI. Eu espero que minha carteira fique sempre acima do CDI num médio prazo de 2 anos. O lado ruim de acompanhar certinho sua vida financeira é que isso destrói a sua ilusão de ser um mestre dos investimentos.





Boa caminhada rumo à IF confrades!

sexta-feira, 7 de setembro de 2018

Quanto gastar com carro? E atualização do patrimônio de AGO/2018

Eu não acho adequado gastar mais do que 10% da minha renda bruta anual com um carro.
Assim com uma renda mensal de R$ 11’800 o máximo a ser destinado com o custo do carro por ano é R$ 14’160.

Carro de qual valor gera gastos nessa faixa?
Ai que a coisa complica. Os custos podem ser separados em classes: fixos, variáveis e financeiros.

Nos custos fixos considerei:
6% ao ano de seguro
6% ao ano de depreciação
4% ao ano de manutenção
4% ao ano de impostos e taxas

Nos custos variáveis considerei:
2400 km ao ano de combustível

Nos custos financeiros considerei:
Custo de oportunidade baseado num CDI descontado imposto de renda

Seguindo essas premissas o carro deve custar até R$ 52’348.
Como no meu caso eu rodo pouco os custos fixos é que mandam e o custo por km rodado fica em R$ 5,90.

Estou de olho num sedan médio com 3 anos de uso na faixa dos R$ 50k.

Simulando o uso de um UberBlack o custo é de R$ 4,40/km. Considerando que eu vejo vantagem na comodidade/status de ter um carro e aceito pagar 10% mais no valor do km rodado (4,84) eu teria que rodar 2834 km por ano para igualar os custos do uber. Rodando os 2400 km por ano o custo do carro deve ser R$ 42’345

Eu achei que o uber era mais barato. Notem que mesmo rodando pouco (260 km/mês) um carro de R$ 50k iguala os custos por km do uber. E você tem o carro sempre a disposição, pode fazer viagens, etc. E quanto mais você rodar mais barato por km vai ficar.

A compra de um carro não se resume aos aspectos financeiros. Uma coisa que eu não abro mão é da segurança. Coloquei como condição obrigatória que o carro tenha pelo menos 4 estrelas no crash test. Não faz sentido a meu ver, ter todo esse trabalho de economizar para alcançar a IF e comprar um carro que tem alta probabilidade de te matar num acidente.

Vou simular outras condições. Qual a renda que permite comprar um carro popular zero de R$ 30k rodando 10k km por ano? R$ 8858. Custo de R$ 1,06/km.
Raro ver isso, alguém com renda de mais de 8k se contentando com um carro popular.

O mais comum é ver alguém com renda de R$ 4k comprando carro de R$ 80k. Isso leva a um comprometimento de quase 50% da renda. A conta não fecha. Assim esse camarada, para poder ter esse carro, deixa de pagar seguro, deixa de fazer manutenção, deixa de pagar imposto, além de rodar menos com o carro para economizar. Fazendo isso ainda compromete 22% da renda com o veículo.

Quando eu era mais novo vi um caso assim na prática. Nenhum dos meus amigos tinha carro e o primeiro deles a comprar foi nessas condições bizarras. Deixava o carro quase 100% do tempo na garagem. Não saia por medo que roubassem o carro e não tinha grana para o combustível. Vale a pena ter carro nessas condições? Ou é melhor ter um carro adequado ao seu bolso que vai poder ser usado sem preocupações.

A situação do transporte no país é uma merda. Quais as opções?

Bicicleta: restrito a lugares planos, com clima bom, e com infraestrutura (ciclovias, local para deixar a bicicleta, chuveiros).

Ônibus: desconfortável, demorado, chance de sofrer arrastão, chance de ser queimado dentro do ônibus.

Moto: segurança zero, desconfortável.

Uber: baixa segurança, zero preocupação com carro.

Carro: baixa segurança nos modelos mais básicos. De bônus os gastos com um carro inadequado podem manter você na pobreza para sempre.

Atualização de patrimônio AGO/2018:

Patrimônio = R$ 647’009,29
Aporte = R$ 8393,62 (1,30% patrimônio)
Rentabilidade = 0,47%
Inflação = 0,24%
CDI = 0,52%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 4,46%
Inflação acumulada = 3,14%
CDI livre de IR acumulado = 4,04%
CDI + Inflação = 7,18%

Ter três meses com aumento dos ativos depois do banho de sangue do começo do ano é muito bom.
Minha rentabilidade venceu 2 dos 3 benchmarks.

Meus ativos devem diminuir nos próximos meses e meus aportes devem aumentar, pois estou pensando em comprar um imóvel. Nunca pensei que teria um imóvel, mas assim é a vida: avaliação e mudança.
A compra desse imóvel vai consumir minha reserva de emergência então os investimentos nos próximos meses não terão segredo, recompor essa reserva de emergência/liquidez.



Boa caminhada rumo à IF confrades!

quarta-feira, 1 de agosto de 2018

Quanto tempo você sobreviveria hoje se fosse mandado embora do emprego? E atualização do patrimônio de JUL/2018

Esse post não está descolado da realidade. A empresa onde eu trabalho está para ser vendida e nesses casos, não dá pra ser inocente, a verdade é que pessoas serão mandadas embora.

De todos os meus investimentos o que eu tenho liquido é aproximadamente R$ 450k e uns R$ 163k presos.

Sendo mandado embora vou receber o FGTS uns R$ 100k e a previdência privada uns R$ 150k.
Assim terei uns R$ 700k disponíveis para me gerar renda.

Para essa simulação utilizarei o tesouro IPCA+ 2050 com juros semestrais que está pagando 5,55%+IPCA. Considerarei uma inflação de 4,5% ao ano e que meus gastos são os mesmos de hoje R$ 5k por mês e eles são reajustados anualmente pela inflação.

Quanto tempo eu consigo ficar sem trabalhar nessas condições?
Meu dinheiro dura até os 57 anos. Ou seja, dura por 18 anos.

E se eu baixar meu padrão de vida? Me mudar para um lugar mais barato, trocar o carro por um mais barato, gastar menos em restaurantes e viagens. Calculo que eu poderia sem grandes sacrifícios gastar metade do que gasto hoje. Quanto tempo duraria meu dinheiro então?

Meu dinheiro duraria para sempre, isto é, o rendimento livre da inflação pagaria todas as despesas e ainda aumentaria o patrimônio. Ou seja, a tão sonhada independência financeira.

Outra possibilidade é aplicar o conceito de geo arbitragem que eu vi no blog aposenteaos40. Veja o post: http://www.aposenteaos40.org/2018/05/em-quais-cidades-do-mundo-voce-ja-seria.html

Assim de acordo com o site eu poderia manter o padrão de vida hoje gastando em média U$ 800 (R$ 3000) em Bogotá na Colômbia ou em Quito no Equador. Quanto tempo duraria meu dinheiro?
Duraria para sempre.

Uma última simulação é quanto eu poderia gastar por mês para que o dinheiro durasse até os 85 anos? R$ 3390.

Resumindo:
Caso eu seja mandado embora hoje eu tenho 3 caminhos:

- Continuar com o mesmo nível de gastos e acabar o dinheiro em 18 anos (acho que em 18 anos dá pra achar outro emprego)
- Baixar meus gastos de R$ 5000 por mês para R$ 3390 e viver a independência financeira.
- Me mudar para um lugar mais barato e viver a liberdade financeira, isto é, uma independência financeira com o padrão que eu tenho hoje.

Provavelmente eu adotaria uma solução hibrida: procuraria outro emprego com calma, aplicaria a geo arbitragem dentro do Brasil me mudando para uma cidade mais barata e reduziria um pouco meu padrão de vida.

Considero a situação que eu estou hoje, não a ideal, mas com algum conforto para enfrentar a situação.
Com certeza absoluta eu estou muito mais tranquilo do que colegas que ganham mais do que eu, mas gastam ainda mais e apesar de ter algum patrimônio (casa e carro geralmente) possuem muitas dívidas em empréstimos.

Atualização de patrimônio JUN/2018:

Patrimônio = R$ 635’567,54
Aporte = R$ 3588,82 (0,56% patrimônio)
Rentabilidade = 1,43%
Inflação = 1,27%
CDI = 0,44%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 3,97%
Inflação acumulada = 2,91%
CDI livre de IR acumulado = 3,60%
CDI + Inflação = 6,51% 

 
Destaque do mês é a interrupção da negociação das cotas do MFII11 pela CVM por suspeita de pirâmide financeira. Eu que sempre odiei pirâmides e pirâmideiros gananciosos, talvez tenha caído em uma PQP. Ai vemos a importância da diversificação, esse FII correspondia a 0,51% da minha carteira, a cota pode ir a zero que eu não vou perder uma noite de sono. Agora imagina se eu tivesse dado all-in nesse FII? Estaria muito preocupado e estressado agora. Diversificação de ativos não é para você ganhar mais e sim uma estratégia para evitar perder suas economias conquistadas com tanto custo.

Boa rentabilidade esse mês, mas a verdade é que os dois últimos meses foram só para recuperar o banho de sangue que foi maio.
Inflação disparou, mas os economistas dizem que é um efeito passageiro causado pela greve dos caminhoneiros.

Aporte um pouco baixo (estou tentando manter acima de R$ 4k) pela compra de um bem durável. Comprei um monitor novo e espero que ele me sirva pelos próximos 10 anos.

Outra novidade é a adoção de novos benchmark para rentabilidade acumulada: inflação, CDI livre de IR e CDI + inflação. Se os investimentos renderem menos que a inflação significa que eles estão horríveis e eu deveria abandonar a gestão do meu patrimônio e deixar isso para outra pessoa. Se os seus investimentos estiverem abaixo do CDI livre de IR significa que era melhor deixar todo meu dinheiro todo numa renda fixa pós fixada. Se os seus investimentos estiverem acima do CDI + inflação, ai sim eles estão bem investidos. Vou dar um prazo de 24 meses antes de levar a sério os resultados, pois existe a volatilidade e os investimentos, na teoria, vão mostrar sua força no longo prazo.

Outra coisa a se comentar é a morte do VDC.
Polta que pariu! Não conhecia o cara, mas senti. Acho que por ter uma filosofia de vida parecida.
É por essas que eu acho o modo zumbi uma besteira, não se sabe o dia de amanhã.
Continuo achando minha estratégia de poupar 50% da renda liquida a melhor.
Não privar o hoje, não privar o amanhã. Equilíbrio sempre.

Boa caminhada rumo à IF confrades!

quarta-feira, 4 de julho de 2018

Cálculos Inúteis e atualização do patrimônio de JUN/2018

Pela internet afora vemos uma série de projeções que tem por objetivo mostrar se você tem o patrimônio “adequado” para sua idade.
Quando almejamos a aposentadoria antecipada temos que ter cuidado com os conselhos de especialistas, uma vez que esses conselhos são genéricos e mais adequados à massa que vive endividada e mal consegue poupar. Se você está fazendo um pé-de-meia para se aposentar sem depender do governo você é a minoria da minoria. E como vimos num post anterior economizar 10% do salário como propagam por ai vai fazer você trabalhar por 56 anos se tiver uma taxa de retorno de 4,5% a.a livre de inflação e impostos. 


Um dos parâmetros que encontramos é a Taxa de Retenção de Patrimônio:

(patrimônio atual) / (tudo que você recebeu até hoje) * 100

Consegui fazer esse calculo apenas porque eu tenho uma planilha que eu anoto todos os salários, 13º salários, adicional de férias e bônus desde que eu comecei a trabalhar. Está ai a dificuldade, quem faz isso?

Em 10 anos eu recebi incríveis R$ 826’032,00 líquidos o que dá uma média de R$ 6883,30 por mês. No começo da carreira eu ganhava muito menos que isso e agora eu ganho mais. O que eu deixei de fora? O FGTS e a previdência privada, pois eu não fiz esse acompanhamento de quanto eu recebi via esses dois instrumentos e como eles entrariam nas duas partes do calculo a falta deles não distorce muito o resultado.

Fazendo o calculo:

660000 / 826032 * 100 = 79,9%

Isso é bom ou é ruim? Não sei. Que parâmetro de comparação eu tenho? Pessoas bem-sucedidas retém quanto? Quanto mais retenção melhor?

Num calculo que eu vi fazerem o cara tinha retido 98% do que ele ganhou na vida. Devo me sentir um merda por reter só 79,9%?

Outra forma de ver esse calculo é descobrir o quanto você consumiu do que você recebeu.

826032 – 660000 = 166032

Ou seja, eu gastei em média R$ 1383,60 por mês nos últimos 10 anos.


Patrimônio ideal para idade:

Nesse eu achei duas fórmulas.

(Patrimônio Ideal para Idade 1) = 10% * (12 * Gasto Médio Mensal) * Idade

(Patrimônio Ideal para Idade 2) = 10% * (Renda bruta anual) * Idade

PII 1 = 0,1 * (12 * 5000) * 39 = R$ 234’000,00

PII 2 = 0,1 * 162000 * 39 = R$ 631’800,00

Num dos cálculos meu patrimônio está bem acima e no outro um pouco abaixo. De novo, qual a utilidade desses cálculos? Fazer você se sentir bem ou mal?

A meu ver um parâmetro muito mais útil e adequado é descobrir quanto seu patrimônio renderia se fosse totalmente convertido em ativos geradores de renda como tesouro IPCA+ e FII.

IPCA+ com juros semestrais: IPCA + 5,18%

Carteira FII: 8,3%

Assim meu patrimônio renderia:

IPCA+ = 34188 * 0,85 = R$ 2421,65 / mês

FII = 54780 = R$ 4565,00 / mês

Ou considerando uma carteira 50% em cada ativo: R$ 3493,32 / mês

Como meus gastos estão na faixa de 5000 / mês eu estou a 69,9% da independência financeira.

Fiquei impressionado com a geração de renda dos FII, eu peguei os rendimentos do ano passado e como sou novato nos FII pode ser que esse rendimento não se repita esse ano.

Se eu perdesse o emprego hoje acho que daria all-in nos FII, me mudaria para um lugar mais barato, trocaria por um carro mais econômico ou ficaria sem carro e teria um lazer mais simples. Assim diminuiria meus gastos para faixa de uns 3000 e receberia 4565 dos FII o que me deixaria numa situação bem confortável para experimentar a aposentadoria e buscar outra colocação sem desespero.



Atualização de patrimônio JUN/2018:

Patrimônio = R$ 623’001,69
Aporte = R$ 7558,42 (1,21% patrimônio)
Rentabilidade = 0,82%
Inflação = 0,27%
CDI = 0,52%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 2,5%
Inflação acumulada = 1,64%
CDI acumulado = 3,72%
Ganho do ativo livre de risco = -16%





Olha eu imaginei que bater CDI + inflação seria fácil. Mas não é. Para uma carteira que tivesse um comportamento de poupança, isto é, que as variações sejam sempre pra cima eu teria que ter toda ela em juros pós fixados. Considerando que o ativo livre de risco paga 100% do CDI o que livre de imposto dá 0,44% ao mês, o CDI + inflação deu 0,79% esse mês.

Assim uma carteira sem risco rende 56% da meta. Para ultrapassar a meta é obrigatório então aplicar em renda fixa pós fixada e renda variável, ou seja, aumentar o risco. Assim pra tentar ganhar mais dinheiro você tem que arriscar perder dinheiro.

O problema é que quando você aumenta o risco você tem mais oscilações no curto prazo para colher um melhor rendimento no longo prazo. Então é aconselhável não levar a sério as variações de curto prazo. Considerando a rentabilidade acumulada da minha carteira nesses 7 meses eu tive uma perda de 16% em relação ao ativo livre de risco.

Por enquanto era mais rentável deixar todo meu dinheiro em juro pós-fixado. Espero que num prazo maior isso mude, pois é muito ruim ter todo o trabalho para gerenciar uma carteira diversificada para ganhar menos dinheiro que o ativo livre de risco.

Boa caminhada rumo à IF confrades!

sábado, 2 de junho de 2018

Alocação de ativos variável no tempo. E atualização do patrimônio de MAI/2018

Eu tenho hoje um plano para meus investimentos que sempre me pareceu razoável.
Reserva de emergência com liquidez de 1 ano de gastos
75% em renda fixa (inclui reserva de emergência)
25% em renda variável

Meu plano para aposentadoria era ir diminuindo a exposição à renda variável até que com 65 anos eu tivesse apenas renda fixa. O motivo disso são dois: diminuir a exposição ao risco e tornar os investimentos menos trabalhosos.

Imagine você com 70 anos de idade, retirando parte da sua renda do seu patrimônio e bem exposto a renda variável, daí acontece uma crise grande por um motivo qualquer e do dia pra noite você perde 40% do valor dos seus ativos. Isso teria um impacto bem desagradável na sua renda e no pior momento possível. Pode-se alegar que, se você tem renda variável de qualidade, no longo prazo sua carteira vai se recuperar, mas a verdade é: quanto mais velho você é, menos “longo prazo” você tem. Por isso diminuir a exposição a riscos eu considero importante.

Tornar os investimentos menos trabalhosos me parece interessante também. Hoje eu consigo acompanhar meu investimento diariamente (mas não acompanho, pois uma vez por mês tá bom). Mas quando eu estiver aposentado quero que meus investimentos estejam no automático. Seja porque eu viajarei por 3 meses para um lugar sem acesso à internet, seja porque eu tive um problema de saúde e não pude acompanhar isso.

Analisando agora eu vejo que montei meu plano considerando apenas o risco da renda variável e ignorei a concentração em apenas um tipo de investimento. Se meu plano é viver de renda proveniente 100% de renda fixa, qual o único produto financeiro de renda fixa que gera renda? Título do tesouro com cupons semestrais de juros. Ou seja, eu acho loucura quem depende 100% do INSS e vou depender 100% do governo? Não parece bom.

Eu pesquisei fundos de previdência recentemente e vi que alguns adotam uma estratégia de modificar o percentual de alocação de ativos conforme a sua idade. Achei os fundos uma merda, mas essa ideia parece legal.

Pensei então em dividir o risco de tal forma que, quando eu estiver com 65 anos, meu patrimônio esteja dividido em 50% renda fixa que gera renda (títulos do tesouro com cupons semestrais) e 50% renda variável de baixa volatilidade que gera renda (FII).

Considerando minha idade 39 e minha previsão de se aposentar aos 52, montei uma tabela de alocação dinâmica para guiar meus investimentos.


Assim temos várias mudanças na minha estratégia de alocação: evitar a concentração em apenas um tipo de ativo, adotar um percentual de alocação variável no tempo, separar a renda variável em baixa volatilidade e alta volatilidade. Assim o que eu pretendo é zerar apenas a renda variável de alta volatilidade na velhice.

Classes de ativos que eu conheço e invisto:

Renda fixa: títulos do tesouro, CDB, LCI, LCA, LC, debêntures, fundo de renda fixa.

Renda variável de baixa volatilidade: FII, fundo multimercado de baixa volatilidade.

Renda variável de alta volatilidade: Ações, ETF, fundo de ações, fundo multimercado de alta volatilidade.

O plano é aos 65 anos ter metade do patrimônio em título do tesouro IPCA+ com cupom semestral e metade em FII. Parece um plano melhor que ter 100% em título do tesouro.

Atualização de patrimônio MAI/2018:

Patrimônio = R$ 610’375,79
Aporte = R$ 4847,62 (0,79% patrimônio)
Rentabilidade bruta = -2,40%
Inflação = 0,11%
CDI = 0,52%
%CDI = -463,60%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 1,66%
Inflação acumulada = 1,36%
CDI acumulado = 3,20%



Esse mês foi um banho de sangue. Minha carteira devolveu todo o ganho desde o início do ano. O culpado mais uma vez foi a marcação a mercado do tesouro IPCA. Como o vencimento do meu título é longo, para 2035, ele sofre bastante quando o juro futuro varia.

É meio triste ver que o rendimento da minha carteira está menor do que se eu colocasse todo meu dinheiro no tesouro SELIC. Tanto trabalho aparentemente jogado fora. Mas nas finanças mais do que conhecimento técnico você tem que ter alguma fé nos números e um psicológico forte.

Porque é bem desagradável constatar que minha perda foi da ordem de R$ 15k, enquanto meus gastos foram da ordem de R$ 3k. Ou seja, eu perdi 5 meses de aposentadoria.

Mas nada a mudar na estratégia, fica apenas o lembrete que apesar do nome renda fixa, títulos do tesouro prefixados e atrelados a inflação possuem bastante volatilidade. Saiba onde você está pisando antes de investir.

Engraçado que apenas alguns meses atrás meus investimentos tinham rendido bem, ai eu me achei o gênio dos investimentos e em meses como esse eu me acho um merda. O importante é a constância e a evolução considerando um prazo maior. É claro que digamos que eu acompanhe meu desempenho por 3 anos e consiga a peripécia de ter um rendimento menor que o tesouro SELIC nesse período. Aí é o caso de encarar que eu não tenho talento para coisa.

Minha previsão de ter R$ 710k no fim do ano fica mais difícil de se concretizar.

Boa caminhada rumo à IF confrades!

terça-feira, 1 de maio de 2018

Vale a pena contratar um PGBL para aproveitar a vantagem tributária? E atualização do patrimônio de ABR/2018.

A receita federal permite que você deduza até 12% da sua renda tributável investindo em um plano de previdência privada. No meu caso, tenho um plano de previdência da empresa do tipo que para cada real que eu contribuo a empresa contribui com um real.


Nesse tipo de plano não tem nem o que pensar, você já começa com 100% de rendimento e mesmo a gestão sendo uma merda acho que vale a pena. É uma grana que eu nem considero nos meus ativos, assim como o FGTS.

Esse plano que eu tenho da empresa corresponde a 8% da minha renda tributável. Vou fazer os cálculos para saber se vale a pena contratar um PGBL com os 4% restantes que maximizam a vantagem tributária.

Já deu pra perceber que essa questão é complexa. Depende de cada caso em particular, da sua renda, de quanto tempo falta para sua aposentadoria e de como é sua declaração de imposto de renda. No meu caso esses 4% é R$ 4800,00 o que me deixa disponível R$ 400,00 por mês para investir num PGBL por 13 anos (que é minha previsão de quando eu terei o montante para me aposentar).

Planos de previdência sempre investem em fundos de previdência que possuem outra vantagem frente a fundos de investimento, não possuem o imposto come cotas a cada 6 meses.

E qual plano de previdência escolher? Aí começa o problema. Tem trocentos planos disponíveis no mercado. Eu achei um show de horrores e a grande maioria dos planos é criminosa: altas taxas de administração, taxa de carregamento na entrada e na saída e desempenho as vezes pior que da poupança.

Fiz uma simulação no banco que eu tenho conta e ele me indicou o plano Brasilprev ciclo de vida 2020. Analisando o fundo que esse plano investe vemos que ele existe desde 2007 e rendeu até hoje 71% do CDI, ou seja, o plano não foi capaz de render mais do que se você comprasse títulos do tesouro SELIC, isso cobrando uma taxa de administração alta.

Depois de uma extensa pesquisa sobre o assunto achei um planos que investe num fundo que, pelo menos, tem um rendimento razoável o Verde Icatu Previdência. Esse fundo foi criado no final de 2015 e rendeu até hoje 141% do CDI. Há um problema em analisar um fundo com pouco tempo de histórico. O problema é que desde a criação ele não passou por uma crise forte como por exemplo a de 2008 e provavelmente esse rendimento apresentado está maior que aquele que o fundo vai apresentar no longo prazo.

Mas não tem muito o que fazer. Eu sei que blablabla rendimento passado não significa rendimento futuro, mas o histórico de rendimento é a única coisa disponível para eu usar na simulação, é um parâmetro ruim, mas é o único disponível. Por isso que investir é tão difícil, você tem que tomar decisões no presente, sobre o futuro, usando dados do passado. Então lembre que uma simulação é apenas uma simulação e que todo investimento é uma especulação acerca do futuro.

Para saber se um investimento é bom eu tenho que compará-lo com outro. Vou comparar com um fundo multimercado que eu considero com um risco retorno adequado o Bahia Maraú que foi criado no final de 2012 e rendeu até hoje 168% do CDI.

Fazendo os cálculos considerando R$ 400,00 por mês durante 13 anos temos ao final:

PGBL Verde Icatu: R$ 129k
Bahia Maraú: R$ 120k
Poupança: R$ 80k

Se eu fosse deixar na poupança o dinheiro vale a pena contratar a previdência privada, uma expectativa de ganho de R$ 49’000,00 em 13 anos não é desprezível. Comparando com o Maraú há a expectativa de ganho de R$ 9000,00, vale a pena?

Para entrar nesse PGBL o investimento mínimo é de R$30’000,00 ou R$ 1000,00 por mês o que foge dos R$ 400,00 que maximizam minha vantagem tributária.

Fiz uma simulação adicional, quanto eu teria que investir de uma vez só no Maraú para ter ao final de 13 anos R$ 129k? A resposta R$ 36k.

Com base nesses resultados considerei que no meu caso não valia o esforço de procurar um PGBL para ganhar uns trocados.

Lembrando que de forma nenhuma esse texto deve servir de indicação de investimento, cada um que enfie a própria grana onde quiser.

Atualização de patrimônio ABR/2018:

Patrimônio = R$ 620’532,18

Aporte = R$ 8203,90 (1,32% do patrimônio)

Rentabilidade bruta = 0,46%

Inflação = 0,0475%

CDI = 0,52%

%CDI = 89,72%

Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 4,16%

Inflação acumulada = 1,25%

CDI acumulado = 2,69%

Gráfico mostrando a rentabilidade acumulada da minha carteira x CDI+Inflação acumulada:



Rentabilidade baixa esse mês 0,46%, outra vez o vilão foi o tesouro direto IPCA+2035. 30% da minha carteira é composta por esse título, assim apesar do restante da carteira subir não foi suficiente para apresentar um rendimento bom. Se eu mantiver o mesmo nível de aporte (R$ 6k) e a carteira apresentar o rendimento médio histórico (0,8%) devo chegar ao fim do ano com R$ 710k.

75% do meu dinheiro está em renda fixa. Devo mudar minha estratégia de alocação de modo a ter mais renda variável e mais geração de renda mensal. Vou escrever um artigo sobre essa nova filosofia de alocação de ativos.

Outra novidade é o gráfico de rentabilidade acumulada. Será que eu consigo vencer o benchmark CDI+Inflação?

Boa caminhada rumo à IF confrades!

domingo, 1 de abril de 2018

Analise dos fundos de renda fixa. E atualização do patrimônio de MAR/2018

Uma parte fundamental da carteira de qualquer investidor é a reserva de emergência. Essa reserva vai te dar a tranquilidade de não precisar vender outros ativos caso ocorra algum evento inesperado na sua vida.

Meus gastos ano passado foram de aproximadamente R$ 60'000,00, assim esse é o valor que eu considero adequado para a minha reserva de emergência.

Quando eu comecei a corrida pela IF toda minha reserva de emergência, alias todo meu investimento, estava na poupança.

Se eu tivesse mantido essa reserva de emergência na poupança qual o rendimento hoje?
Com o CDI em 6,64% a.a a poupança esta pagando 4,9% a.a.
Assim R$ 60k rendem em um ano R$ 2940,00 na poupança.

A estratégia que eu uso hoje para a reserva de emergência é deixar o dinheiro aplicado em CDB que pagam 100% do CDI e tem liquidez diária.
Assim R$ 60k rendem em um ano R$ 3984,00
Mas como CDB não é isento de imposto de renda o rendimento é:
Até 180 dias (alicota 22,5%) = R$ 3087,60 – Ganho da poupança R$ 147,60
Mais de 720 dias (alicota 15%) = R$ 3386,40 – Ganho da poupança R$ 446,40

Como bancos grandes não oferecem esse tipo de CDB você precisa ter o trabalho de mandar seu dinheiro para uma corretora. Aí você pensa, eu vou ter essa incomodação toda para ganhar de 0,25% a 0,74% a mais do que se eu deixasse na poupança. Mas vale a pena, esses valores que parecem irrisórios no prazo de 1 ano se tornam relevantes em 20 anos. Renda fixa é isso: brigar pelos centavos.

Comecei a pensar se não tem como eu ganhar alguns "centavos" a mais mudando a minha filosofia de investimento da reserva de emergência.
A primeira mudança é que eu considero que não preciso de toda a reserva com liquidez diária posso ter por exemplo 25k com liquidez diária e 35k com menos liquidez e ganhando mais.

Pesquisando CDB`s com liquidez de 1 ou 2 meses eu posso obter 101% ou 102% do CDI.
Há vários problemas nessa abordagem:
Dá trabalho reinvestir a cada 1 ou dois meses
Com esse tempo eu vou sempre cair na alicota máxima de imposto de renda, comendo boa parte dos lucros.

Outra solução é procurar um fundo de investimento de renda fixa.
Eu sempre tive um preconceito grande contra fundos de investimento, porque realmente existem fundos que são horríveis chegando a render menos que a poupança. Então temos agora mais um trabalho que é escolher um fundo que não seja horrível e renda mais do que 100% do CDI.

Montei uma tabela com os fundos de renda fixa disponíveis na Rico que é a corretora que eu uso:



Aplic. Min = é a quantidade de dinheiro mínima para poder aplicar no fundo.
Liquidez = quanto tempo demora para o dinheiro ficar disponível quando você pede o resgate.
Risco = classificação de risco dado pela corretora.
Rent. 3a = rentabilidade dos últimos 3 anos em % do CDI
Consist. = porcentagem do tempo nos últimos 3 anos que o fundo rendeu mais que o CDI
Sharpe = índice que relaciona rentabilidade e volatilidade
Risco = volatilidade do fundo
Index = calculo arbitrário que considera a rentabilidade, a consistência e o Sharpe

Com base nesses resultados decidi manter minha reserva de emergência em 3 fundos:
Para parte sem liquidez diária: CA Indosuez Vitesse
Para parte com liquidez diária: dividir entre Sparta TOP e Az Quest Luce

* Só agora fazendo essa postagem eu vi que o Sparta TOP não é liquidez diária. Parabéns para mim, vou resgatar o que investi nele. Para liquidez de 30 dias ele não rende o suficiente.

O que eu perco fazendo isso? Principalmente a cobertura do FGC.

Qual o ganho esperado?
35k a 111,85% do CDI = 2599,39
25k a 108,89% do CDI = 1807,57

Considerando a alicota do come cotas de 15% = 3745,92
Ganho da poupança = 805,92 = 1,34% de 60k
Ganho do CDB 100% CDI = 359,52 = 0,6% de 60k

Pronto, uma trabalheira para talvez ganhar 1,34% a mais que a poupança por ano não é pra qualquer um. Mas quem busca a IF não é qualquer um.

Um resumo para ficar fácil de enxergar.
Rendimento de um ano de 60k com CDI em 6,64%:
Poupança: 2940,00
CDB 100%: 3386,40
Mix de fundos: 3745,92

"Esse texto não é de forma alguma indicação de investimento. Não tenho formação na área financeira e todo investimento está sujeito a riscos. Pensem por si próprios."

Atualização de patrimônio MAR/2018:

Patrimônio = R$ 609'460,26
Aporte = R$ 4753,30 (0,78% do patrimônio)
Rentabilidade bruta = -1,25%
Inflação = 0,032%
CDI = 0,52%
%CDI = -240,92%
Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 3,68%
Inflação acumulada = 1,21%
CDI acumulado = 2,17%

Rentabilidade negativa. Isso é sempre desagradável, mas quem não quer ter rentabilidade negativa deve ficar apenas na renda fixa pós fixada. O que levou a essa rentabilidade negativa foi: título do tesouro IPCA+ 2035 e IVVB11 um ETF que replica o S&P 500.

A queda do IVVB11 não tem segredo, a bolsa americana caiu um pouco.
A queda no tesouro é que eu não entendi, a SELIC foi cortada novamente para 6,5% a.a, o que deveria fazer o tesouro IPCA+ 2035 subir uma vez que ele é pré fixado.

Meus próximos aportes devem ser em renda variável, possivelmente um fundo de ações, pois a parcela dos meus investimentos em renda variável está em 22,8% quando o desejável é 26%.

A parcela de renda variável eu obtenho da seguinte conta: (idade em que eu não quero ter que lidar com as flutuações da bolsa) – (idade atual). Mas eu não sei se essa estratégia é a melhor. Hoje eu tenho como renda variável vários tipos de investimento: ações, ETF, fundo de ações, fundos multimercado e FII.

Na minha estratégia atual eu teria 26% dos investimentos em renda variável hoje e 0% aos 65 anos. Talvez seja interessante separar essa renda variável em alta volatilidade e baixa volatilidade. Assim aos 65 anos eu teria zerado apenas as posições em renda variável de alta volatilidade (ações, ETF, fundos de ações) e manteria os de baixa volatilidade (fundos multimercado, FII). Pois me parece interessante manter os FII que são geradores de renda.

Talvez mais do que desejáveis, os FII sejam obrigatórios no futuro se o Brasil mantiver as taxas de juros baixas. Meu planejamento hoje parte da premissa que o Brasil é ótimo pagador de juros, se no futuro não for assim devo ajustar minha estratégia de investimento. Não acredito nesse juro baixo por muito tempo: reforma da previdência adiada, falta de reforma tributária, governo cada vez mais gastador, sem investimentos em infraestrutura. O juro só está baixo para evitar deflação. Quando entrarmos em um novo ciclo de bonança, isto é, em um novo ciclo de valorização das commodities, nossa falta de investimento em coisas básicas vai mostrar a cara novamente e o governo vai ser obrigado a aumentar os juros para segurar a inflação.

Boa caminhada rumo à IF confrades!

quinta-feira, 1 de março de 2018

A importância de um modelo mental adequado. E atualização do patrimônio de FEV/2018

Ou porque a pobreza é contagiosa.

Antes que venham me atirar pedras não é demérito nenhum ser pobre. Certamente você conhece pessoas pobres que são ótimas: ótimos amigos, ótimos pais, ótimos cidadãos. Mas como é óbvio eles não são bons em uma coisa: melhorar a vida financeira. Assim como não faz sentido você pedir dicas de viagem para alguém que não viaja, não faz sentido pedir conselhos financeiros para quem está preso na espiral da pobreza.

Há vários fatores que prendem uma pessoa na pobreza, o maior deles é como essa pessoa pensa. Mais uma vez vou me usar como exemplo: meus pais eram de pobres, minha mãe nasceu numa colônia de agricultores onde meu avô trabalhava de caseiro em uma chácara. Meu pai era filho de mãe solteira nascido numa periferia braba em São Paulo. Ambos tinham apenas o primário.
 
Ainda assim eles tinham uma ideia fixa, que os filhos tivessem uma vida financeiramente melhor que a deles. Cresci na periferia de uma grande cidade também e graças ao esforço dos meus pais e a ajuda do governo (não dá pra negar isso, a casa onde meus pais moravam foi comprada com juros subsidiados e minha educação foi quase 100% pública) meus pais foram de pobres para classe média e eu hoje pelo critério de Classe Social pelo Novo Critério Brasil sou B2 e pelo critério de Classes Sociais por Faixas de Salário Mínimo sou B, ou seja, estou entre os 5% dos mais ricos do país. Entretanto para chegar aos odiados 1% não é fácil, exige hoje uma renda mensal de R$ 27k.

Eu quero que vocês percebam que apesar de ser grato aos meus pais, para ir mais longe que eles eu tive que pensar diferente. Meus pais tinham um modelo mental que era o seguinte: estude, consiga um bom emprego, trabalhe duro, construa patrimônio.

Meu modelo mental difere um pouco: descubra quais são suas habilidades, descubra o que a sociedade valoriza, estude e se aprimore, trabalhe de forma efetiva, construa ativos e minimize passivos.

O modelo é parecido, mas o diabo está nos detalhes:

O primeiro passo do modelo dos meus pais é o estude, que era entrar na escola depois talvez numa faculdade e acabou. No meu modelo antes de você se aplicar em algum estudo vale a pena analisar suas próprias habilidades e analisar o que a sociedade valoriza. As melhores oportunidades para você ganhar dinheiro são no cruzamento dessas duas coisas. Outra coisa que mudou muito é que o estudo não precisa ser formal. Nós vivemos a era dos autodidatas, há um mundo de conhecimento disponível. Educação formal é essencial para carreiras regulamentadas (engenharia, medicina, direito) e para cumprir pré requisitos (para entrar num concurso x é obrigatório curso y), fora isso é mais importante é realmente saber fazer.

Trabalhar duro. Outro erro. Imagine um gari, ele trabalha duro e pode ser o melhor gari do mundo, mas a sociedade não valoriza seu trabalho, então ele está sempre fadado a ganhar o mínimo possível. Trabalhar de forma efetiva é trabalhar de forma inteligente. Automatize o que for possível, terceirize quando for vantagem, legislação e tecnologias sempre mudam. Adapte-se e sobreviva.

Construa ativos e não apenas patrimônio. Ter múltiplas fontes de renda, algumas passivas, é o que te faz ser verdadeiramente rico e não aparentar ser rico. Me diga quem está mais preparado para enfrentar um período de instabilidade:
 
O camarada 1 que ganha um puta salário de R$ 25k, tem duas casas na praia e dois carros de luxo e gasta todo o salário e não tem reserva de emergência.

O camarada 2 que ganha R$ 10k, mora de aluguel, tem um carro simples, tem uma reserva de emergência de 1 ano de gastos, tem investimentos que rendem mais do que ele gasta por mês.

Se o camarada 1 perde o emprego ele entra em desespero, vai ter que vender casa e carro na correria enquanto faz empréstimo para cobrir contas do dia a dia.

O camarada 2 vai no máximo parar de crescer seus ativos durante um tempo enquanto ele com tranquilidade planeja os próximos passos, seja uma recolocação profissional, seja uma mudança total de vida. É isso que é ser verdadeiramente rico, o melhor que o dinheiro pode comprar é liberdade de escolha. O camarada 1 é escravo dos seus bens, enquanto o camarada 2 faz o dinheiro trabalhar para ele.

Um livro que eu indico fortemente e que mudou meu modelo mental em vários aspectos é conhecidíssimo Pai Rico, Pai Pobre.

Atualização de patrimônio FEV/2018:

Patrimônio = R$ 612'401,54

Aporte = R$ 6314,29

Rentabilidade bruta = 1,59%

Inflação = 0,48%

CDI = 0,54%

%CDI = 296,18%

Rentabilidade acumulada desde dez 2017 = 4,99%

Inflação acumulada = 1,17%

CDI acumulado = 1,65%


Rentabilidade legal, quase 300% do CDI.
Bom aporte devido a 1º parcela do 13º.

O que me chamou a atenção foi uma queda forte na cotação do FII MFII11, pelo que eu pude apurar foi devido a lançamento de novas cotas.

Como eu só olho para o valor dos meus ativos uma vez por mês e tenho coisa melhor para fazer do que acompanhar os mercados diariamente, esse tipo de informação serve apenas como curiosidade. Ficar olhando as cotações dos seus ativos todo dia só vai servir para perder tempo e ficar com vontade de girar patrimônio. Em renda variável eu olho os fundamentos uma vez por ano e se o fundamento ainda for bom eu continuo e for ruim eu retiro meu dinheiro, simples assim.

Ai que a gente vê a importância de diversificar, esse FII representa 0,57% dos meus ativos, o valor dele pode ir a zero que eu não vou perder uma noite de sono.

Agora imagina se eu tivesse dado all-in nesse FII? Será que eu ia dormir tranquilo?


Boa caminhada rumo à IF confrades