“Você não está aqui para fazer a escolha, você já escolheu. Você está aqui para entender a escolha feita.” - Oráculo.
Resumo mensal:
Agora na IF não faz mais sentido acompanhar o salário e o aporte, então o salário eu vou manter registro do “salário” do ano, que é meu teto de gastos e cortei o acompanhamento do aporte.
Meu salário para 2026 equivale a 6,48 salários-mínimos. (SM = 1621)
Se chegar a 8 SM eu chego na classe B1, classe média alta. Será que os investimentos me possibilitariam mudar de classe social? Só o tempo dirá.
Meu salário mensal compra 13,76 g de ouro. (1 g = 763)
Meu salário anual compra 1,61 carro do mais barato (kwid = 78400)
2025 teve 4 meses com rendimento negativo e 8 meses com rendimento positivo. Meus investimentos renderam R$ 194’736 o que parece uma boa bolada, mas considerando o montante investido é um rendimento anual de 8,02%, acima da inflação, mas muito abaixo da SELIC.
Minhas despesas ficaram em R$ 5’663; um recorde. Achei que seria mais cauteloso em gastar na IF, mas ter mais tempo livre leva a mais gastos. É bom que quem está se planejando leve isso em conta e preveja um aumento das despesas da ordem de 20%. De qualquer forma os gastos ficaram abaixo do teto que era R$ 9’628. Gastos é uma coisa que você não precisa correr atrás, ele vem naturalmente. Outro erro é viver gastando exatamente o teto de gastos, pois existem custos que estão acontecendo e você não vê: o lugar onde você mora vai se desgastando e em algum momento exigirá reparos, suas roupas, eletrônicos, tudo que você tem, terá que ser substituído. Só a viagem que fiz no final do ano custou R$ 13800, ou R$ 1150 de despesa extra por mês. Então se você gasta todo o dinheiro no dia a dia, fatalmente passará aperto para manter seus bens (e a qualidade de vida) em um bom patamar de conservação.
Mas o maior ganho financeiro se deu em uma área bem específica.
No meu auge salarial eu já de cara deixava anualmente uma bolada de R$ 55’000 em IR para o governo. Mais R$ 11’800 de INSS. Um total de R$ 66’800. Uma alíquota efetiva de imposto sobre a renda de 24,30%.
Ou seja, do que eu produzia, ficava efetivamente para mim 75,7% o resto era perdido em tributação da renda e do trabalho. Aqui estou ignorando os impostos sobre consumo, da ordem de 30%, que continuarão os mesmos trabalhando ou não.
Hoje de IR da previdência privada vou pagar R$ 5’851 e do tesouro Educa+ R$1’100 ao ano. Total R$ 6’951. Considerando apenas a renda tributável é uma alíquota efetiva de 7,77%. Se levar em conta minhas rendas isentas a alíquota efetiva cai para 5,52%.
Ou seja, o que fica efetivamente para mim agora é 94,48% da renda. Uma diferença brutal.
Uma vez me perguntaram sobre os custos de trabalhar, ai está o maior custo de trabalhar, que fica bem oculto.
Alegra-me imensamente contribuir menos, ou melhor ser coagido menos, a pagar bolsa família para venezuelanos e sala vip para juízes.
O balanço que eu faço desse primeiro ano de IF é muito bom. É muito bom nunca precisar acordar cedo, é muito bom poder se dedicar ao que quiser livremente, é muito bom fazer as coisas porque quer e não por dinheiro.
Agora vem o lado sombrio, sabe aquelas coisas que você vinha adiando, alegava não ter tempo para fazer? Pois bem, eram só desculpas, e agora você tem que encarar que você não fez porque não quis.
Outra coisa é o que meus avós já diziam “cabeça vazia, oficina do diabo” e é verdade, tive um problema de saúde na família e em uma vida normal de trabalho os problemas vão se sobrepondo então você não fica tão agarrado em um deles apenas. Agora na minha vida “sem problemas” e com tempo infinito, eu senti que qualquer problema se amplifica 10x, ele fica te perseguindo, te corroendo dia após dia, sem escape. Por isso disse que precisava de férias, para fazer coisas diferentes, mudar a rotina, parar de pensar todo dia na mesma coisa.
Patrimônio de JAN/2026
Patrimônio = R$ 2’405’898,26
Aporte = R$ -299,09 (-0,01% patrimônio)
Rentabilidade = -0,88%, acumulado 12m = 8,21%
Inflação = 0,35%, acumulado 12m = 2,78%
CDI = 1,16%, acumulado 12m = 14,43%
Renda dos FII = R$ 5’880,01
Renda da PP = R$ 5’572,88
Renda do Tesouro = R$ 1’207,77
Renda Total = R$ 12’660,66
Renda máxima utilizável 2026 (TSR 5,2%) = R$ 10’500
Piso de renda 2026 = R$ 9’000
Plano de investimento para 2026:
Comprar pelo menos R$ 2’500 em cotas de FII por mês.
Comprar pelo menos 1,3 título Renda+ 2035 por mês.
Elevar a reserva de emergência visando comprar um carro.
O tigrinho soltou a carta, digo, o FGC finalmente pagou os apostadores do Banco Master. Eu tinha pouco mais de 100k nessa jogada e o medo é que ficassem enrolando anos para pagar.
Quase tudo foi reinvestido no tesouro, com taxas muito boas, IPCA+7,8% no Educa+ 2031, taxas inclusive maiores do que eu tinha nos CDBs. Será que o governo pagando mais que um banquinho falido quer dizer alguma coisa?
De qualquer forma esse dinheiro recebido do Master possibilitou eu concluir a compra do Educa+ 2031, inclusive 4 anos antes do prazo, então agora posso me concentrar em comprar o Renda+ 2035. Esse mês também comecei a receber a renda do Educa+ 2026, começou a aparecer a terceira perna do meu tripé de renda.
Resultado da carteira foi horrível, mesmo a bolsa voando, esse é o preço de quase não ter RV aqui. Bitcoin e dólar arrastaram os resultados para baixo.
Ad augusta, per angusta.